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O país que gasta mais dinheiro em pornografia
Por vezes deparo-me com coisas que, embora aumentem a minha cultura geral e saciem a minha curiosidade quase compulsiva, são tão “à margem”, que já sei que não me irão servir de nada num jogo do Trivial Pursuit, ou como tema de conversa para quebrar o gelo com o sexo oposto. Os números relacionados com a indústria pornográfica internacional são uma dessas coisas. Portanto, e como a última mulher com quem tentei discutir este género de assuntos me despejou um copo de Bacardi no cabeço e deu à sola, venho aqui desabafar.
Poderíamos pensar que os EUA é que lideram a tabela dos países que mais dinheiro gastam em pornografia, dada a dimensão do país e da sua indústria “cinematográfica”… Ou até, no meu caso, o Japão, esse país assustador, saído direitinho da Quinta Dimensão, onde podemos ver respeitáveis empresários comprar cuequinhas perfumadas de raparigas em máquinas de moedas, na estação do metro, e dar-lhes uma extasiada “snifadela”.
Mas não, os dias de glória dos nipónicos já lá vão. Os novos reis do consumo comercial de pornografia são os seus vizinhos, os sul-coreanos. E como as estatísticas dão sempre uma aura de respeito até ao assunto mais manhoso, eis algumas de pasmar. Na verdade, os chineses é que são os maiores consumidores de pornografia, com 28% do total mundial (chiça!); mas como eles têm gente a jorrar por lá, se fizermos as contas, cada chinês gasta por ano uns magros 27 dólares americanos em “coisas obscenas”. Agora olhemos para a Coreia do Sul, cuja população é muito inferior à da China: apesar de tudo, os sul-coreanos representam 27% das compras a nível mundial! Depois de pegarmos na calculadora e fazer mais umas continhas, chegamos à conclusão que cada uma daquelas alminhas gasta em média 526 dólares por ano em pornografia! Só para pormos as coisas em perspectiva, os japoneses gastam 156$, os brasileiros (que já têm uma bela indústria também) 56$, e os alemães, com a sua mentalidade aberta e os seus festivais eróticos a dar com um pau, apenas gastam cerca de 8$.
Como é que isto se explica? Bem, em primeiro lugar, estes números referem-se apenas a downloads online, e a Coreia do Sul é um dos países com maior percentagem de utilizadores de Internet do mundo. Coisa curiosa, tanto o governo da China como da Coreia do Sul andam a tentar restringir o acesso da sua população a segmentos da Internet “estrangeiros”. Isto inclui os downloads de pornografia “lá de fora”. Ainda mais curioso, ambos os países parecem não ter indústria pornográfica, o que leva a supor que a pornografia que vêem é toda importada. Agora, eu seja cão se isto não é um paradoxo…


Para mais estatísticas interessantes (como por exemplo, 28% das visitas a páginas “adultas” são efectuadas por mulheres, tomem lá morangos!), confiram os artigos completos aqui e no Times Online.









