Primeiro de tudo, gostaria de apresentar esta nova rubrica que vamos ter por aqui. Sensivelmente de mês a mês iremos fazer uma espécie de entrevista a um artista seja de que área for, desde que relacionado com tecnologia, design ou gadgets. Se souberem de algum, em que o seu trabalho se destaque pela diferença e qualidade, envie um email com sugestão que a malta agradece.
O Pedro Lopes foi sugerido pelo Rui Lopes, um dos nosso colaboradores, a qual fiquei espantado com o seu trabalho. O Pedro, conhecido digitalmente por Oission, reside actualmente no Barreiro [PT], gosta de ouvir bandas como Moonspell, Iron maiden, Manowar, Beethoven, Opera IX, Led zeppelin e os portugueses Xutos e Pontapés. Como “quote” pessoal têm “Ohhh, no! There goes tokyo, go go godzilla!“.
Olá Pedro.
VS. Primeiro que tudo, o que achas da ideia de seres o primeiro dos artistas convidados do tecnosh?
Pedro. Primeiro? Bem, então é uma grande honra ser o primeiro entrevistado pelo tecnosh. :)
VS. Conta-nos algo sobre ti, o que fazes, o que não fazes e o que gostavas de fazer.
Pedro. Olá, o meu nome é Pedro Lopes, tenho 20 anos e sou um artista digital profissional. Um artista digital é uma pessoa que pinta e desenha como se faz tradicionalmente, mas fazendo isso no PC. Como muitos artistas modernos dizem, o futuro da arte é o digital. Neste momento tou a trabalhar como artista conceptual e ilustrador para uma companhia que faz jogos, a Gold Coast Chronicles. A minha função é criar um mundo totalmente novo, com personagens que nunca foram antes vistas e cenários para explorar. Um trabalho muito porreiro, mas difícil muitas das vezes de fazer.
VS. Como é que começaste no mundo da arte e o que é que te inspira?
Pedro. Comecei quando era muito novo, aí aos 7 ou 8 anos. Vi que tinha jeito para aquilo, por isso desde então decidi tomar o rumo de ser artista. Chegando aos 15 anos, comecei a notar mais o mundo da arte à minha volta. Desde então, estive sempre a retirar inspirações de todos os sítios possíveis: filmes, livros, pinturas de todas as áreas, até manga e BD americana. Hoje em dia tenho uma grande admiração para com artistas profissionais que trabalham na área dos jogos, porque o nosso trabalho é totalmente diferente daquele universo de seres um artista normal e fazeres arte apenas para ti próprio.
VS. Fala-nos um pouco sobre o teu “Slash the ripper – Death Mountain” que até chegou a ser Daily Deviation no Deviantart.
Pedro. Bem, a imagem “Slash the ripper – Death Mountain” foi algo que foi desenvolvido já há uns anos atrás. É uma das minhas obras mais referenciadas até agora, e até por acaso chegou a ser apresentada na página principal do DA.
VS. Reparei que tens muitas imagens com o tema “slash the ripper”, és fã da saga? Alguma história por detrás desse fascínio artístico?
Pedro. “Slash the ripper” começou por ser uma ideia minha de fazer uma história em formato de ilustrações individuais, em que se seguisse o progresso da personagem; e ainda é a minha intenção seguir por esse caminho. Slash é um espírito do “underworld“, que consome outros espíritos humanos, e que consegue transformar-se num corvo e vice-versa. A história depois continua, mas como estou ainda a desenvolvê-la prefiro não dizer nada sobre ela.
VS. Pessoalmente estou fascinado com o The doll left behind, queres dar uma explicação sobre de que se trata?
Pedro. The doll left behind foi algo feito espontaneamente, num momento especial. Deixei a minha imaginação tomar conta dos meus pensamentos, e com a minha mão fiz o resto do trabalho. No fundo, esta imagem representa a solidão e o tempo. “Quantas eras passou esta boneca a olhar para estes céus, sozinha à espera da sua dona, para com ela brincar?”
VS. Já produziste algum trabalho a nível profissional com tudo o que aprendeste ao fazeres estes projectos pessoais?
Pedro. Sim. Estou agora a trabalhar para uma companhia que está a usar o CryENGINE do jogo “Crysis” para fazer o nosso próprio jogo, o Gold Coast Chronicles. Tudo aquilo que aprendi a fazer projectos pessoais é agora posto à prova enquanto artista conceptual.
VS. Antes de acabar, a pergunta parva. Caso gostasses de jardinagem em vez de arte digital, achas que irias cortar as flores, também elas de forma “dark” e “surreal“?
Pedro. Ha ha! É uma boa ideia até, não me importava de experimentar fazê-lo, se um dia tivesse tempo. Mas sim, acho que se fosse jardineiro iria tomar um rumo extravagante, e decorar jardins de maneira bizarra.
VS. Pedro obrigado pelo tempo e espero que continues a produzir estes trabalhos fantásticos. Queres deixar algum comentário?
Pedro. Obrigado também pela a entrevista. Só queria agradecer a todos os meus fãs que andam por aí pelo o apoio; e para aqueles que nunca me tinham visto antes, que dêem uma vista de olhos à minha galeria, e que me podem contactar lá sobre quaisquer questões sobre as minhas imagens.
Aconselho vivamente e verem o trabalho deste senhor, e a quem gostar deste tipo de arte a deixar um comentário aqui de apreço a este Artista Português.
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Brilliant!