Eu sei, parece o nome de um musical do Filipe La Féria escrito pelo Philip K. Dick (Blade Runner Superstar, já imaginou?). Mas o Geminoid existe mesmo, e é uma criação do professor Hiroshi Ishiguro, sediado em Kyoto, no Japão. Trata-se de um andróide, inventado com o objectivo de… bem, quem sabe? Já desisti de tentar perceber estes cientistas japoneses…
A nível técnico, é uma réplica exacta de Ishiguro, mas é muito mais do que uma simples cópia estática, tipo boneco de cera: é capaz de produzir subtis movimentos e expressões faciais, de maneira autónoma. Num dos vídeos sobre o Geminoid, podemos ver um assistente do professor a espetar alegremente um dedo na cara da pobre criatura, que se contorce num esgar de evidente desconforto existencial (“Quem sou eu? Existirá vida após a morte? Porque é que este cromo me está a espetar o dedo na bochecha?”). De facto, parece até que a certa altura o Geminoid começa a ficar irritado. Muito irritado. E de certeza que sabe o que acontecerá à Humanidade se enfurecermos as máquinas, certo? (Se não sabe, é porque não tem visto filmes nos últimos 30 anos.)
O Geminoid tem outra utilidade. O bom do professor consegue operá-lo remotamente, usando um sistema de sensores de captura de movimentos e de voz. Chega inclusive a dar aulas assim, ou seja – fica no conforto do seu lar, enquanto os seus estudantes têm de aturar o Geminoid, que se mexe como o seu criador lhe ordena, e até mexe os lábios sincronizados com a voz do professor. Lembra-se daquele filme em que o tipo manda fazer clones de si próprio para ter menos trabalho? Esqueça isso. Invista num Geminoid antes: ao menos nunca lhe vai tentar roubar a patroa, ou armar-se em espertalhão consigo (tenha é cuidado para não lhe espetar demasiado o dedo na cara, nunca se sabe).

Página oficial: Geminoid (vá a Resources para ver fotos e vídeos).










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