O velho adágio dos motociclistas continua hoje tão verdadeiro (e assustador) como há 20 anos atrás: a questão não é se alguma vez vamos cair, mas antes quando. Este fatalismo, infelizmente, é muitas vezes justificado. Ademais, estudos comprovam que, na maior parte das vezes, os acidentes se devem a falhas humanas, e não a simples factores externos. Dentro dessas falhas humanas em acidentes envolvendo motas, a maior parte devem-se a condutores de carros, e não a motociclistas.
A Honda desenvolveu recentemente um sistema revolucionário que talvez venha a tornar-se padrão nas próximas décadas. Chamou-lhe V2V (Vehicle to Vehicle), e destina-se a ajudar motociclistas a evitar perigos na estrada antes que seja tarde demais. O sistema V2V recolhe dados sobre a posição, velocidade e distância entre veículos numa dada área. Essa informação é centralizada e depois enviada para os veículos individuais. No caso das motas, a informação é recebida através de um receptor áudio no capacete, e através de um sistema de luzes exibidas num painel acima dos mostradores normais. Em teoria, as luzes simplificam a vida ao motociclista, pois se este tivesse de olhar para um ecrã cheio de avisos complicados sempre que houvesse barraca, mais depressa acabaria no chão. Assim, se houver perigo iminente, a visão periférica do motociclista apanhará o piscar das luzes quase instantaneamente e este poderá reagir a tempo.
Ainda não formei opinião sobre este assunto, pois não sei se este sistema irá complicar ou facilitar a vida aos motociclistas. Mas, por outro lado, atente nisto: o sistema também se aplica a carros. Aí sim, as diferenças serão imediatamente visíveis. Mais do que tornar as motas em si mais seguras, este sistema poderá tornar os carros mais seguros para os motociclistas, evitando as pancadas por desleixo, ou as manobras que surgem devido à simples falta de respeito pelos veículos de duas rodas.


Apresentação oficial na página da Honda.
Artigo em português na Motociclismo.




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