O chamado mundo da “pirataria” pelos seus detractores, é muitas vezes o exemplo perfeito da teoria da evolução natural. As companhias arranjam maneiras novas de proteger os seus produtos e conteúdos, e logo os “piratas” puxam um coelho tecnológico da cartola e apresentam-no ao mundo inteiro sem pudores.
Os discos Blu-Ray são o exemplo mais recente dessa batalha sem fim à vista. O Blu-Ray possui duas camadas de protecção de conteúdos (que também são usadas noutros tipos de discos ópticos, como o HD DVD): a primeira camada utiliza o standard AACS (Advanced Access Content System), mas já foi quebrada há algum tempo. A segunda camada, chamada BD+, é um bocado mais complicada, pois é basicamente uma máquina virtual que corre dentro dos próprios leitores, e pode ver se o disco que estamos a correr é “legítimo”, ou então, seleccionar que partes dele podemos ver, entre muitas outras coisas que algum génio do mal teve a ideia de desencantar. Um analista chegou a dizer que o BD+ não seria quebrado pelo menos durante 10 anos (o que é que estes gajos andam a fumar?).


A companhia Slysoft já criou um programa que permite copiar discos que utilizem BD+ e retirar-lhe todas as protecções, o AnyDVD HD. Mas foi só há coisa de alguns dias que uma solução alternativa e totalmente open-source surgiu, e foi anunciada nos fóruns do conhecido Doom9. Ainda o Blu-Ray não estoirou em força na Europa, e já está condenado. Como disse, Darwin no seu melhor.
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